FERRY-BOAT = A agonia da travessia

In: Baraúna| Tribuna

8 ago 2011

A agonia da travessia…..
Publicada: 08/08/2011

http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=89885 

(imagens ilustrativas postadas pelo BLOG DA ILHA)

                           

Retratada em versos e canções, a exuberante beleza da Baía de Todos os Santos é praticamente esquecida quando o passageiro do sistema ferry boat se depara com tamanha dificuldade para fazer a travessia Salvador–Mar Grande e vice-versa. A equipe de reportagem acompanhou de perto o drama de quem precisa usar o sistema marítimo. Sentiu na pele o sufoco e o sofrimento de quem, por falta de alternativas viáveis, amarga horas de espera nos terminais. Apesar das melhorias, a situação dos ferries ainda é grave, caótica, pois até mesmo pessoas com problemas de saúde ficam impedidas de transitar em caso de emergência. Quem faz tratamento em Salvador, chega a aguardar o embarque dentro das vans locadas pelas prefeituras de Itaparica e Vera Cruz, tanto na ida como na volta.

Desde as primeiras horas da manhã, já é grande o número de passageiros e veículos que esperam pela saída das embarcações, tanto no terminal de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, como no terminal de São Joaquim, em Salvador. Talvez por obra do destino, o veículo desta Tribuna foi o último a entrar, às 7h10, no Ana Nery, um dos dois ferries que funcionavam naquele dia. O outro era o Maria Bethânia, que provavelmente só partiria de Salvador por volta das 9 horas.

Na fila de embarque, as reclamações eram praticamente as mesmas. O problema, segundo os passageiros, não seria somente o longo tempo de espera no terminal. A travessia, que no Ana Nery geralmente é feita de 35 a 45 minutos, chega a ser até de 1h30 no Maria Bethânia. E o problema, ainda de acordo com os passageiros, vem se arrastando há muito tempo. Justamente,or esse motivo, o administrador de empresas Rui Costa, de 59 anos, deixou de utilizar o sistema ferry-boat. “Faz oito meses que evito essa travessia. Hoje não tive escolha. Lembro que o retorno, saindo lá de Bom Despacho, era terrível. Ficava na fila desde às18 horas e só chegava em Salvador às 22, 23 horas”, revelou.

Nem todo morador de Salvador ou da ilha pode, contudo, dispensar o ferry. O técnico em panificação e confeitaria Cláudio Cafezeiro, de 42 anos, mora em Salvador e trabalha no Bom Preço de Mar Grande. Todo santo dia ele trava uma verdadeira batalha com o relógio para não chegar atrasado ao trabalho. “Chego 5h30 em São Joaquim para pegar o ferry das 6 horas. Mas ele só sai de lá umas 6h30. Se for para sair no Bethânia nesse horário, é melhor esperar o Ana Nery, que sai depois, mas anda mais rápido”, disse Cafezeiro, relatando que, não bastassem os problemas que enfrenta diariamente, certa vez passou por um “sufoco inesquecível”, ficando a deriva na Baía de Todos os Santos no ferry Pinheiro.

Partir de Bom Despacho rumo a São Joaquim depois das 18 horas é um verdadeiro tormento, especialmente para quem está motorizado. A equipe de reportagem chegou ao terminal de Bom Despacho às 18h15 e só conseguiu embarcar às 22 horas, praticamente quatro horas depois. A extensa e assombrosa fila de veículos começa a se formar a partir das 17h30. Muitos motoristas se queixam, embora se dizem “acostumados”. “Se não quiser esperar, o jeito é pegar estrada. Significa enfrentar mais riscos e gastar mais dinheiro. Sem saída, o jeito é permanecer aqui”, comentou a empresária Janete Nunes, de 43 anos, que tem negócio na ilha e reside em Salvador.

“Confesso que já pensei em desistir dessa vida de pegar ferry boat, mas ainda não tive outra opção. Pensei em comprar uma casa, trazer minha família toda para cá. Mesmo a ilha sendo um paraíso, não tem hospital que preste, faculdade para os meus filhos e nem tampouco segurança. Não existem áreas de lazer e entretenimento”, desabafou o engenheiro José Carlos Santana Júnior, de 51 anos.

Doentes esperam na fila

                                                         FALTA DE RESPEITO

                              

                                                        

                     

Para driblar a precariedade do ferry-boat, uma alternativa tem sido fazer a travessia em lanchas. É um meio de locomoção mais veloz, porém normalmente evitada por pessoas idosas ou com problemas de saúde. Sem falar que é inviável para quem precisa transitar com veículos. Se um morador da ilha necessitar de atendimento médico com urgência e não conseguir ser atendido por lá, o que é comum, terá de enfrentar uma verdadeira via crucis para se deslocar de um lugar a outro via ferry.

Doentes renais que fazem hemodiálise em Salvador chegam, inclusive, a aguardar dentro das vans alugadas pela prefeitura para fazer a travessia. Tanto essas vans, como as ambulâncias, têm prioridade, não permanecem em filas. No entanto, passa a ser praxe os pacientes esperarem dentro destes veículos pela chegada do ferry. Não tem jeito. Ninguém escapa ao tormento.

Aos 62 anos, há quatro fazendo hemodiálise, seu Manoel Bonfim Pereira de Brito, popularmente conhecido como Peixe, já está cansado dessa dura rotina de se deslocar via ferry para realizar o tratamento em Salvador. Três vezes por semana – às terças, quintas e aos sábados – ele se desloca ao Instituto de Nefrologia e Diálise (Ined).

Antes das 3 da madrugada o comerciante aposentado já está de pé. “Não posso me atrasar”, diz. A van passa por volta das 4 horas em sua casa e percorre diversas localidades. Depois da maratona, seu Manoel segue para Bom Despacho, onde encontra outro problema. “O ferry atrasa. Se a gente não pega o das 5 horas, ficamos na van esperando o das 6h30 ou 7 horas. E a volta ainda é pior. Hoje mesmo chegamos meio-dia em São Joaquim. Só saímos de lá uma hora e meia depois”, relatou.

TWB esclarece

                                                    

De acordo com Reinaldo Santos, diretor-superintendente da TWB, empresa que opera o sistema ferry-boat, já faz cinco anos que as embarcações estão passando por problemas de funcionamento. “Recebemos seis ferries com uma média de 30 anos de uso. São equipamentos que passam 18 horas por dia em atividade e que estão com o sistema de utilização exaurido”, explicou.

BRASIL DA MENTIRA…………

                                                                        

Há ferries mais lentos que outros, afirma Santos, por possuírem motores antigos, a exemplo do Pinheiro. “Isso diminui a performance e não permite que a travessia seja feita em menor espaço de tempo”, diz, salientando que já foi apresentado um plano ao governo do Estado, através da Agerba, que deve solucionar esses problemas. “A ideia é que tenhamos quatro fast ferries, a exemplo do Ana Nery, que consegue fazer a travessia em até 25 minutos, a depender da potência do motor, da maré e de fatores climáticos, como vento e chuva”.

Apenas dois ferries estão funcionando e, segundo o diretor-superintendente da TWB, isso se deve ao fato de outros três – Ivete Sangalo, Agenor Gordilho e Paraguaçu – estarem passando por reparos, na Base Naval de Aratu. Os serviços custam R$ 30 milhões e vão ser concluídos em 30 dias.

Questionado sobre o porquê de os três ferries estarem passando por reparos ao mesmo tempo, o que vem dificultando ainda mais a travessia Salvador–Itaparica e vice-versa, Reinaldo Santos argumentou que faltam espaços nas docas da Base Naval de Aratu e que, se a vistoria fosse adiada, estaria se correndo o risco de não realizá-la ainda este ano. “As embarcações poderiam apresentar defeito e acabar ficando paradas. Isso representaria desconforto maior para a população. Não era a melhor, mas a única opção que tínhamos”, ponderou.

                        ENQUANTO O POVO SOFRE, O GOVERNADOR FICA RINDO DE TODA MISÉRIA, MAS DEFENDENDO

                      SUA BANDEIRA POLÍTICA……………

                                             

6 Responses to FERRY-BOAT = A agonia da travessia

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Lenise Ferreira

agosto 8th, 2011 at 16:53

Vale lembrar que a frota é composta ou deveria ser composta por 8 embarcações. Se, 02 estavam em funcionamento na data da realização da reportagem, 03 estavam docadas para reparos, onde estão as outras 3? ??? QUEBRADAS por falta de manutenção preventiva e corretiva. O maior problema não é a idade das embarcações existentes, é a falta de manutenção, de conservação, a exemplo dos terminais que sofrem com o descaso e abandono.

Em relação as embarcações ditas “modernas” o Ana Nery e o Ivete Sangalo, nenhuma delas contempla as necessidades básicas dos usuários. Apenas 02 sanitários para atender aos usuários, exceto na ala vip, esta eu desconheço. Quanto aos deficientes físicos, caso estejam em cadeiras de ordas, faça chuva ou sol, ficam no vão destinado aos veículos, contrariando inclusive o que eles mesmo dizem que não devem os motirstas permanecer no interior dos veículos e que devem acionar o freio de mão e deixar a marcha engatada. O que fazer em caso de temporal? o que fazer em caso de acidente? os cadeirantes ficam completamente desprotegidos.
Penam também os portadores de outras dificuldades de locomoção, perna engessada, muletas, deificientes visuais, são obrigados a utilizar as escadas assim como as gestantes e portadores de bagagens. Estas são as embarcações modernas oferecidas à população que custou milhões.

Acredito até que esteja havendo uma articulação proposital para que as nossas queixas e todos os transtornos gerados pela TWB levem o GOVERNO DO ESTADO a liberar mais verbas para a construção das novas embarcações. Contudo, não vou me calar diante de denúncias, inclusive algumas delas feitas pelo antigo diretor de fiscalização Sr. jorge Couceiros de que as verbas destinadas à compra de determinados equipamentos não chegam ao seu destino de fato.
Cabe ao Ministério Público Estadual apurar os motivos de tanto descaso do governo ára com esta situação absurda, vergonhosa e porque não dizer CRIMINOSA!!!!!!!!

lENISE fERREIRA

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Elione B Teixeira

agosto 8th, 2011 at 18:23

“Tá todo mundo no bolso da TWB” Se o ministério público/ba quisesse tomar alguma atitude, já teria tomado há muito tempo. Eu queria ver se fosse no Rio de Janeiro, nas atravessias para Niterói o Ministério Público de lá já teria tomado providencias. Essa jagunçada baiana não resolve é nada, o fala mansa “Cansada” do senhor Jaques Wagner só vive falando de investimentos para o oeste baiano e Camaçari. Vejam o que ele fez com a caminhada pela PAZ, no domingo. Não quis receber ninguém, pois mandou aviso através do seu assessor de comunicação, que os dirigentes da passeata deveriam marcar “AGENDA. Agora, quero saber se na hora do voto eu tenho que AGENDAR também? Pois é; o que tinha o Waldir Pires que mentia fechando aqueles olhinhos, como dizia o ACM, que às vezes lhe chamava de Waldir Moleza! agora, vem o WAGNER fala mansa e cansada! Vamos ficar de olhos abertos nas próximas eleições.

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Mauricio Vergne

agosto 8th, 2011 at 19:23

Em um País sério, iria todo o grupo de pilantras pra cadeia!!!
Quem está pagando, quem recebeu e quem se omitiu…
Fica evidente que tanta omissão do governo do estado é compromisso de agradecimento…

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Fernando Augusto Rodrigues da Costa

agosto 8th, 2011 at 19:40

Eles querem construir mais “fast-ferrys”, né? Para conhecimento de todos, esses ferrys são projetados e construídos nos estaleiros da própria TWB, no sul do país.

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Fátima Madureira

agosto 9th, 2011 at 11:47

DESVIO DE VERBAS DO FUNDEF

ESTREPOLIAS RODOVIÁRIAS EM VERA CRUZ:

A História dos Ônibus Fantasmas.

Logo que assumiu a prefeitura de Vera Cruz, magno contratou vinte e sete ônibus, em uma empresa de Camaçari, claro, para fazer transporte escolar.

Um para cada localidade, mas só apresentou treze para rodar.

O prejuízo ao povo de Vera Cruz tem se repetido através do mesmo esquema de superfaturamento na execução de todo tipo de serviços.

Veja como o esquema funciona:

A prefeitura contrata e paga um certo nº de equipamentos.

As empresas entregam para a prefeitura um número menor.

O pagamento é feito sobre o total de equipamentos.

Vejam as placas dos Treze ônibus que rodaram em Vera Cruz, dos Vinte e Sete que foram contratados:

LBS-8420 – KRJ-5727 – KMM-8363 – KLM-5947 – JNW-0261 – JMZ-1894 – JKW-8543 –

KRJ-5924 – LBS-8424 RMM-8312 – RML-5948 – RML-5955 – RML-5957

Prefeito, o povo quer saber:

Cadê os outros catorze ônibus que foram pagos????????

Porque o povo tá lhe chamando de magno de Camaçari???

Pessoal, cuidado com os acidentes, tem ônibus fantasma rodando em Vera Cruz.

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Alfaya Junior

agosto 10th, 2011 at 13:29

O descaso da emprresa que opera o sistema é alarmante. Sou usuario frequente e tenho o cartão pré pago da empresa, para poder ao menos fazer o agendamento via internet. De uns tempos para cá as opções de horarios veem diminuido e os horarios de pico retirados do sistema de agendamento prévio. Tentem agendar para as 17 horas de qualquer dia de Ssa para Itaparica e não conseguirão.
Estou farto de reclamar.
No dia 05. tinha agendado para as 16.00 e viajei as 17,35.

Agora estamos a 2 dias no minimo com o site fora do ar. é um absurdo.

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